3 de nov de 2010

E por falar em cérebros e seus circtuitos... estava aqui pensando... Existe um padrão repetitivo na nossa educação de que nunca tenhamos feito tudo. Esse tudo passa a ser, com o tempo, uma assombração. Fazer a missão completa. No fundo, ela não exite. É uma fantasia bizarra e cruel. Porque raramente é comemorativa ou incentivadora. 
Vejamos, do princípio. Um Mama toda a mamadeira filhinho!! Falta só um poquinho é diferente de  Parabéns!! Como o bebê mama bastante!!!. De onte tiramos essas exatidões?? Só mais um pouquinho!!!??? Crescemos com uma sensação banal mas persistente de incapacidade de concluir o que quer que seja. Mais precisamente: sempre ficamos ''devendo'' algo. Pior. Em geral, para aqueles a quem amamos ou de quem dependemos.
Que tipo de formação ou deformação de personalidade esse item de nunca darmos conta do recado pode trazer?? Avaliem que a maior parte das coisas, essa que devemos sempre ''acabar'' é imensamente relativa e arbitrária. E se todos nós, ao invés disso, desde o princípio, aprendessemos a confiar nesse nosso natural, primordial e talvez preciso instinto de avaliar até onde devemos ir?
Devem estar se perguntando sobre o princípio do prazer de Freud. Que em linhas gerais indica que faríamos só o que temos vontade e ''presupoem'' de que só faríamos coisas que nos dessem prazer imediato. Surpreendentemente não há um conflito frontal. Se pensarmos que sentir prazer e felicidade é ''sentir-se realizado'' pode ser imensamente construtivo e criar um ciclo de motivações, então não há problema.
Mas se presupormos (sim! uma espécie de pré-conceito) que o sentimento de prazer seja egoísta, patológico, pecado ou perversão. O quadro muda.
E então, obviamente, torna-se uma usina de descaminhos feitos por impulsos imediatistas meio estúpidos. Estúpidos porque fica implícito que não haja uma estratégia construtiva no prazer.
Mas... e se pensarmos (com confiança) que o cérebro sabe o que está fazendo e tem um sistema imenso e milagrosamente preciso de se auto-regular. Como na mamadeira. Exatamente aqueles mililitros que são exatos o suficiente para saciar a sede do bebê.
POR FAVOR ESPEREM!!!
NÃO EVOLUAM DIVAGAÇÕES PRECONCEITUOSAS!!
Se esse emaranhado de auto regulagens que ______ da ordem das tarefas que nos foram dadas em tempo, forma, quantidade, qualidade, cronograma, simplesmente siga um padrão próprio de avaliação sutil e precisa da nossa intuição.
Vejo a intuição como uma forma de inteligência que age num paralelo diferente de concentração. Não há misticismos, é neurociência pura. 
Concluindo: se, sistematicamente, respeitarmos nossos tempos, disposições, iniciativas, entusiasmos, desmotivações, fadigas, impaciências, fomes, desde o princípio. De fato, respeitando um sentido maior, mais amplo de estratégia. De uma certa forma confiando mais em nós, esses seres humanos eventualmente tão perfeitos, confiar nos nossos cérebros e até em Deus, porque não?
Naquela proposta que devia fazer um sentido para a felicidade, mais do que para as desgraças.
O tal do livre arbítrio. E se ele for esse método perfeito, preciso e livre que todos nós temos natos no nosso cérebro? Donde todos sabem saem coisas extraordinárias e apaixonantes como a criatividade, a iniciativa e uma das mais encantadoras formas do comportamento humano: a capacidade de surpreender.
Nós na nossa forma mais fácil de sermos amados: transparentes e espontâneos. Cativamos mais por sermos únicos do que por sermos exatos.
Para finalizar, uma resposta que pode ter faltado nesse texto. E sobre a pedagogia da frustração? Não se aflijam. O acaso não é a força do acidente, pode ser a força da harmonia e em sendo imensamente maior que quase tudo, continuará ensinando os seres humanos que nossas vontades e nosso prazer são a célula mais importante da felicidade. Mas, ainda assim, fazem parte de um todo maior do qual nós fazemos parte, nesse, no qual nos misturamos e participamos harmonicamente, chamado universo e de que ao meu ver, faz parte da sabedoria intuitiva.

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